Depois dos medos ultrapassados, das inseguranças resolvidas, comprovo como por vezes nos fazemos tão mal.
Criamos obstáculos, desvalorizamo-nos, paralisamos. Complicamos todos os processos simples, havendo a clara necessidade de justificar qualquer falha que possa surgir. Dizemos: “É muito complicado!...” E parece que se tornam menos ‘condenáveis’ os erros adjacentes, como se não fizessem eles parte do processo – como diria a Nanica: “Estamos todos num processo”!
Todos temos medos, somos todos inseguros, mas superar as provas é algo meio orgásmico. Há uma sensação de alívio, de júbilo quando nos apercebemos do que somos capazes de fazer.
Estou orgulhosa de mim. Estes dois últimos meses foram um ano duro de foder!
Atingi quase todos os objectivos de um ano em dois intensos meses e agora preciso descansar um pouco para o que está para vir...
domingo, 13 de setembro de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O Verdadeiro Crescimento...
VOLUPTUOSIDADE
O ardor palpita nas tuas veias,
Tentas arduamente largar as tuas pobres e tristes idéias,
Que outrora tentaste alimentar.
O teu corpo, uma vez como uma pena,
Dançou ao som do silêncio, de uma noite serena,
Onde os vales e rios se abriram para ti,
Num momento que desejaste não ter fim.
E tocaste o paraíso e o inferno,
Com as tuas singelas mãos,
Agora guardas o saber de todos os outros ermitas.
Quem olha para ti, vê uma pobre e triste figura.
Só me resta perguntar:
Onde está a paixão que te elevava ao expoente da tua altura?
Será que foi verdadeira ou não passou de uma fantasia imatura?
A resposta reside somente dentro do teu ser,
Mas eu tenho um pressentimento,
Que ninguém a vai conhecer...
Tiago Rações
O ardor palpita nas tuas veias,
Tentas arduamente largar as tuas pobres e tristes idéias,
Que outrora tentaste alimentar.
O teu corpo, uma vez como uma pena,
Dançou ao som do silêncio, de uma noite serena,
Onde os vales e rios se abriram para ti,
Num momento que desejaste não ter fim.
E tocaste o paraíso e o inferno,
Com as tuas singelas mãos,
Agora guardas o saber de todos os outros ermitas.
Quem olha para ti, vê uma pobre e triste figura.
Só me resta perguntar:
Onde está a paixão que te elevava ao expoente da tua altura?
Será que foi verdadeira ou não passou de uma fantasia imatura?
A resposta reside somente dentro do teu ser,
Mas eu tenho um pressentimento,
Que ninguém a vai conhecer...
Tiago Rações
terça-feira, 28 de julho de 2009
Mudança...
Mudanças. Dizem que é sempre bom e importante que aconteça.
Concordo, quando são naturais, graduais e por opção.
Não gosto de mudanças forçadas, por obrigação.
Mudo porque quero mudar, não porque me obrigam a mudar.
Surge o cansaço da frase "Porque tem de ser...". O 'Ser' é! Não 'Tem de ser'...
Também não sei porque ofereço tanta resistência, ou melhor sei mas não gosto de admitir. Nunca tive muita facilidade em deixar ir. Em deixar. E hoje custa-me especialmente mas amanhã vai custar me ainda mais e quinta já passou (assim espero).
Com o cansaço tudo se torna mais penoso... Ver o Tiago só em Setembro é uma seca! Não quero ficar.
Não sei porque o caminho agora é a direito e eu ando enviesado...
Vou adoptar a velha frase 'É do cansaço'...
Bem... Sinto isto como mais uma despedida, e este ano já tive várias. Odeio despedidas.
Percebo agora o que alguém me disse quanto aos blogues. Preferia também que funcionasse como uma purga. E não posso. Só a ideia de alguém o ler afasta me da quantidade de coisas que me apeteciam agora escrever aqui. Mas quero que me leiam hoje. Gosto de escrever para mais tarde me lembrar de muitos momentos que tenho tendência a esquecer, mas não o posso fazer hoje. Só a mim faz sentido e acrescenta algo.
Só sei que hoje estou péssima. Não queria nada que 'Tivesse de Ser' assim...
Vou provavelmente terminar este blogue e quem sabe iniciar um outro.
O Antes e o Depois...
De um almoço no chinês, de uma ida ao Naperon, de uma não ida para um cruzeiro,de um trabalho como produtora de Teatro e de ela ter ido para Madrid.
Cansaço...Só pode ser cansaço, porque tudo corre como 'tem de ser'.
Não sei quando volto e se volto, mas irei reler-me sempre que me faça sentido.
Beijinhos Catita
Concordo, quando são naturais, graduais e por opção.
Não gosto de mudanças forçadas, por obrigação.
Mudo porque quero mudar, não porque me obrigam a mudar.
Surge o cansaço da frase "Porque tem de ser...". O 'Ser' é! Não 'Tem de ser'...
Também não sei porque ofereço tanta resistência, ou melhor sei mas não gosto de admitir. Nunca tive muita facilidade em deixar ir. Em deixar. E hoje custa-me especialmente mas amanhã vai custar me ainda mais e quinta já passou (assim espero).
Com o cansaço tudo se torna mais penoso... Ver o Tiago só em Setembro é uma seca! Não quero ficar.
Não sei porque o caminho agora é a direito e eu ando enviesado...
Vou adoptar a velha frase 'É do cansaço'...
Bem... Sinto isto como mais uma despedida, e este ano já tive várias. Odeio despedidas.
Percebo agora o que alguém me disse quanto aos blogues. Preferia também que funcionasse como uma purga. E não posso. Só a ideia de alguém o ler afasta me da quantidade de coisas que me apeteciam agora escrever aqui. Mas quero que me leiam hoje. Gosto de escrever para mais tarde me lembrar de muitos momentos que tenho tendência a esquecer, mas não o posso fazer hoje. Só a mim faz sentido e acrescenta algo.
Só sei que hoje estou péssima. Não queria nada que 'Tivesse de Ser' assim...
Vou provavelmente terminar este blogue e quem sabe iniciar um outro.
O Antes e o Depois...
De um almoço no chinês, de uma ida ao Naperon, de uma não ida para um cruzeiro,de um trabalho como produtora de Teatro e de ela ter ido para Madrid.
Cansaço...Só pode ser cansaço, porque tudo corre como 'tem de ser'.
Não sei quando volto e se volto, mas irei reler-me sempre que me faça sentido.
Beijinhos Catita
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
E assim é...
I loved you for a long, long time
I know this love is real
It don't matter how it all went wrong
That don't change the way I feel
And I can't believe that time's
Gonna heal this wound I'm speaking of
There ain't no cure,
There ain't no cure,
There ain't no cure for love.
I'm aching for you baby
I can't pretend I'm not
I need to see you naked
In your body and your thought
I've got you like a habit
And I'll never get enough
There ain't no cure,
There ain't no cure,
There ain't no cure for love
There ain't no cure for love
There ain't no cure for love
All the rocket ships are climbing through the sky
The holy books are open wide
The doctors working day and night
But they'll never ever find that cure for love
There ain't no drink no drug
(Ah tell them, angels)
There's nothing pure enough to be a cure for love
I see you in the subwayand I see you on the bus
I see you lying down with me, I see you waking up
I see your hand, I see your hair
Your bracelets and your brush
And I call to you, I call to you
But I don't call soft enough
There ain't no cure,
There ain't no cure,
There ain't no cure for love
I walked into this empty church I had no place else to go
When the sweetest voice I ever heard, whispered to my soul
I don't need to be forgiven for loving you so much
It's written in the scriptures
It's written there in blood
I even heard the angels declare it from above
There ain't no cure,
There ain't no cure,
There ain't no cure for love
There ain't no cure for love
There ain't no cure for love
All the rocket ships are climbing through the sky
The holy books are open wide
The doctors working day and night
But they'll never ever find that cure,
That cure for love
sexta-feira, 10 de julho de 2009
E mais uma nova fase começa....

O Lapa Palace...Que medo...
Cheia de dúvidas e incertezas, como sempre...
Não sei se sim, mas parece-me. Não sei se é para melhor, mas talvez...
Sigo o instinto e digo que sim. Acreditam no meu potencial e dizem fazer de mim a melhor terapeuta de todas... Hum... Acredito, mas peso todos os "Se"...
Mas em principio será assim. Um novo espaço, um novo trabalho que exige inteira dedicação e entrega pessoal com mudanças obrigatórias de vida...
Olho para trás, para o que faço agora e sinto uma enorme vontade de não ir. Tenho tanta qualidade aqui... Embora com dificuldade aqui tenho o que dificilmente se encontra noutros sítios. Excelente relação de trabalho, dinamismo, pro actividade, hipóteses constantes de criação, e tudo menos monotonia.
Mas tenho de agarrar outras oportunidades. Tem de ser! 'Valores' mais altos se levantam... E é importante crescer. Mudar. Aperfeiçoar carreira! E assim disse sim. O cansaço vai bater certeiro, o descanso não haverá, e será talvez o primeiro ano que não terei nem um dia de férias, mas acredito que o crescimento será muito superior e me aliviará as dores de mãos, costas, pernas nas primeiras semanas.
Sim, porque massajar vários corpos por dia sem ter uma boa constituição física (que é o caso no momento)é dureza...
terça-feira, 30 de junho de 2009
De Pernas para o ar…

Agora que vejo tudo ao contrário, que encontro tudo às avessas, não sei como começar a descer a parede...
Sempre que inicio a caminhada a pressão esmaga me.
Pensei trazer algumas coisas cá para cima e viver ao contrário, mas algumas delas não se aguentam e acabam por voltar ao lugar, onde é o lugar delas. Mas não encontro forma de descer. E assim... Continuamos afastados...
Tem ficado cada vez pior a minha forma de comunicar, e acho que é por isso que cá de cima não me conseguem entender, e já não me apetece esforçar mais.
Não sei como vou voltar a por tudo no lugar, ou melhor, não sei quem está fora de sítio... Eu, ou quem está lá em baixo? Fui eu que subi ou eles que desceram?
Vou tentar adoptar outra técnica... Não quero ficar suspensa por um fio com medo de descer... Medo não! Se não conseguir descer a parede, vou esperar que uma das mobílias se mova para que me consiga apoiar e descer... Não quero partir mais nada. Da última vez torci um tornozelo, parti duas costelas e fracturei o ombro. Demorou muito tempo a recuperar. Desta vez farei tudo com muito mais cuidado.... Ou pode ser que um dia ao acordar os encontre a todos cá em cima e perceba que não era eu que estava ao contrário....
Aguardo de pernas para o ar...
segunda-feira, 15 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Etapa Final...
A RAZÃO E A EMOÇÃO
"António Damásio conclui que as emoções e os sentimentos não são um obstáculo ao funcionamento da razão: estão envolvidas designadamente nos processos de decisão.
Assim, quando temos de tomar uma decisão, é preciso:
1 - Ter conhecimento da situação sobre a qual se tem de decidir;
2 - Conhecer as diferentes opções de acção;
3 - Conhecer as consequências de cada opção no presente e no futuro.
Sobre as várias possibilidades relativamente às quais temos de exercer a opção, fala-se de raciocínio, de atenção, de memória, mas os termos emoções e sentimentos estão ausentes. Remete-se a capacidade de decidir para um processo lógico capaz de produzir inferências que nos conduzam às melhores opções.
António Damásio considera que a selecção das melhores opções não é necessariamente produzida através do raciocínio e chama a atenção para o facto de que a análise de todas as possibilidades e respectivas consequências lógicas inviabilizariam qualquer decisão.
Damásio descreve a incapacidade de um dos seus doentes com lesões nas áreas pré-frontais em marcar uma ida ao laboratório (em "O erro de Descartes"). Apresentou-lhe duas datas com apenas alguns dias de intervalo. Orientado apenas pelas deduções lógicas, o doente durante 30 minutos, enumerou as razões a favor ou contra cada data. Ao fim desse tempo orientado apenas pela razão, ainda não tinha possibilidade de decidir.
Assim, considera que "a emoção bem dirigida parece ser o sistema de apoio sem o qual o edifício da razão nã pode funcionar eficazmente".
Emoção e Razão estarão na base das nossas decisões sendo dois processos essenciais para a escolha entre várias opções possíveis.
A emoções são portanto, processos indispensáveis no acto de decidir. Propõe então que a afirmação de Pascal "O coração tem razões que a própria razão desconhece" seja substituída por "O coração tem algumas razões que a razão tem de utilizar."
"António Damásio conclui que as emoções e os sentimentos não são um obstáculo ao funcionamento da razão: estão envolvidas designadamente nos processos de decisão.
Assim, quando temos de tomar uma decisão, é preciso:
1 - Ter conhecimento da situação sobre a qual se tem de decidir;
2 - Conhecer as diferentes opções de acção;
3 - Conhecer as consequências de cada opção no presente e no futuro.
Sobre as várias possibilidades relativamente às quais temos de exercer a opção, fala-se de raciocínio, de atenção, de memória, mas os termos emoções e sentimentos estão ausentes. Remete-se a capacidade de decidir para um processo lógico capaz de produzir inferências que nos conduzam às melhores opções.
António Damásio considera que a selecção das melhores opções não é necessariamente produzida através do raciocínio e chama a atenção para o facto de que a análise de todas as possibilidades e respectivas consequências lógicas inviabilizariam qualquer decisão.
Damásio descreve a incapacidade de um dos seus doentes com lesões nas áreas pré-frontais em marcar uma ida ao laboratório (em "O erro de Descartes"). Apresentou-lhe duas datas com apenas alguns dias de intervalo. Orientado apenas pelas deduções lógicas, o doente durante 30 minutos, enumerou as razões a favor ou contra cada data. Ao fim desse tempo orientado apenas pela razão, ainda não tinha possibilidade de decidir.
Assim, considera que "a emoção bem dirigida parece ser o sistema de apoio sem o qual o edifício da razão nã pode funcionar eficazmente".
Emoção e Razão estarão na base das nossas decisões sendo dois processos essenciais para a escolha entre várias opções possíveis.
A emoções são portanto, processos indispensáveis no acto de decidir. Propõe então que a afirmação de Pascal "O coração tem razões que a própria razão desconhece" seja substituída por "O coração tem algumas razões que a razão tem de utilizar."
terça-feira, 2 de junho de 2009
Sobre Amizade... A verdadeira amizade...
E porque foi assim que tudo começou...
Muito obrigada por ao longo dos anos nunca teres deixado de acreditar em mim! E por continuares a acreditar! Como diria o outro: "Não sei se mereço tanto calor"
Obrigada!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Porque é Junho....E tudo mais...
E porque este vídeo já deve ter sete anos...
E mesmo que tenha de estar com os pés no chão...Fujo sempre que posso para a Terra dos sonhos...Nem que seja aqui...Porque esta amarra no pé magoa...
quinta-feira, 28 de maio de 2009
O Caminho...Noutra Direcção...
Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?
Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.
Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.
José Carlos Ary dos Santos
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?
Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.
Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.
José Carlos Ary dos Santos
sábado, 23 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O início da Viagem
Decidida a adiar a pesquisa de emprego, resolveu mesmo fazer a mochila. Ainda pensou que não seria capaz de seguir viagem sozinha, nunca o tinha feito, mas escolheu um trajecto mais ou menos seguro e marcou o dia.
Mantinha um secreta esperança de encontrar algumas respostas, e quem sabe conhecer a forma certa de fazer as perguntas.
Sentada no comboio, numa carruagem sozinha, começou a viagem de cartas que tinha preparadas para escrever.
“ Vou a caminho, numa viagem ainda longa e vou a pensar também em ti...
Tenho me recordado várias vezes, mas nestes últimos dias tenho andado com a cabeça tão cheia que tentei por estes pensamentos na 3ª gaveta de arquivo do meu sotão.
Sinto que há algo que não me dizes, e também haverá certamente muito que não te confesso. Pois, não me parece nada bem, mas também não tenho muitas certezas se assim é. Sei que na nossa relação não devia haver tanto silêncio, mas parece me que já se prolonga. E talvez só agora pense nisso. Talvez saibas melhor que eu. Talvez te lembres de como tudo começou, quando e como. Tens sempre a memória melhor que a minha. Sempre tiveste. Mas de certa forma, ainda bem que não recordo muito do que guardas. Iria ser mais um dos pesos que não me apetece trazer. Assim é muito melhor. Se precisar recordar tu contas me como foi. E foi... Tanto... Muitos dias em muitos anos...
Mas quando foi que ficaste assim comigo? Tenho aquela sensação de que há tanto por dizer... E até quase que consigo ouvir: “ Não vale a pena. Para quê?”
É isso? Estou completamente fora? Também me parece ouvir: “ Porque é que só te lembraste agora?”
Achei que podia passar tempo, muito tempo, que uando regressássemos... Eu ou tu... Seria igual. Achas que assim é? Aparentemente sim...Mas tenho a sensação... Não sei porquê... Por vezes sinto que dizes a verdade quando dizes: “ Gosto muito de ti meu amor”, outras vezes sinto que falta um mas... calado, pendente...
Desiludi-te? Traí-te? Deixei-te ficar mal? Abandonei-te?
Não sei...Nem entendo. Só sinto que há um silêncio que não me deixa confortável.
Enfim... Talvez sejam ausências prolongadas, ou insanidades de viajante que batem a portas diferentes em viagens diferentes.
Sabes que fui perita em situações mal resolvidas ou demasiado rebuscadas, e hoje em dia não gosto mesmo... Nem sei lidar com isso, porque hoje quero viver em Paz (como diria alguém que conheci), por isso não penses que nesta relação só há uma insegura....Sabes que somos duas.
Mas esta é a carta dos ‘mas’ e dos ‘talvez’. E talvez seja melhor continuar neste caminho silencioso. Se não te apetece, se não queres.... Que posso eu fazer? Tavez possa abordar - te, questionar - te... E ainda me poderás dizer: “ Não é nada, querida. Está tudo bem. Não se passa nada!”. Talvez só percebessemos o silêncio se discutíssemos, embora de forma saudável. Mas nós não discutimos. E as relações precisam...
Enfim... Há dias assim... E esta viagem certamente me ajudará a encontrar mais essa resposta. E a certeza que tenho é que continuo a gostar de ti da mesma forma.
E isto acaba aqui antes que se torne demasiado lamechas... Esta ideia de escrever em viagem deve ser para compensar as faltas que o jornal ainda me trás... Chega de escrita, vou me dedicar às fotos.
Devo estar ausente no mínimo um mês, por isso não adianta responderes, porque vou sem destino certo, isto é, se quiseres responder. Mas quando chegar a Portugal....
Um Beijo,
Maria
Uma certa leveza permitiu-lhe adormecer por breves momentos... A carta iria pôr na primeira estação que encontrasse, não fosse ela perder a vontade ( o que acontecia muitas vezes nas várias cartas escritas que andavam espalhadas lá por casa que nunca foram enviadas).
Mantinha um secreta esperança de encontrar algumas respostas, e quem sabe conhecer a forma certa de fazer as perguntas.
Sentada no comboio, numa carruagem sozinha, começou a viagem de cartas que tinha preparadas para escrever.
“ Vou a caminho, numa viagem ainda longa e vou a pensar também em ti...
Tenho me recordado várias vezes, mas nestes últimos dias tenho andado com a cabeça tão cheia que tentei por estes pensamentos na 3ª gaveta de arquivo do meu sotão.
Sinto que há algo que não me dizes, e também haverá certamente muito que não te confesso. Pois, não me parece nada bem, mas também não tenho muitas certezas se assim é. Sei que na nossa relação não devia haver tanto silêncio, mas parece me que já se prolonga. E talvez só agora pense nisso. Talvez saibas melhor que eu. Talvez te lembres de como tudo começou, quando e como. Tens sempre a memória melhor que a minha. Sempre tiveste. Mas de certa forma, ainda bem que não recordo muito do que guardas. Iria ser mais um dos pesos que não me apetece trazer. Assim é muito melhor. Se precisar recordar tu contas me como foi. E foi... Tanto... Muitos dias em muitos anos...
Mas quando foi que ficaste assim comigo? Tenho aquela sensação de que há tanto por dizer... E até quase que consigo ouvir: “ Não vale a pena. Para quê?”
É isso? Estou completamente fora? Também me parece ouvir: “ Porque é que só te lembraste agora?”
Achei que podia passar tempo, muito tempo, que uando regressássemos... Eu ou tu... Seria igual. Achas que assim é? Aparentemente sim...Mas tenho a sensação... Não sei porquê... Por vezes sinto que dizes a verdade quando dizes: “ Gosto muito de ti meu amor”, outras vezes sinto que falta um mas... calado, pendente...
Desiludi-te? Traí-te? Deixei-te ficar mal? Abandonei-te?
Não sei...Nem entendo. Só sinto que há um silêncio que não me deixa confortável.
Enfim... Talvez sejam ausências prolongadas, ou insanidades de viajante que batem a portas diferentes em viagens diferentes.
Sabes que fui perita em situações mal resolvidas ou demasiado rebuscadas, e hoje em dia não gosto mesmo... Nem sei lidar com isso, porque hoje quero viver em Paz (como diria alguém que conheci), por isso não penses que nesta relação só há uma insegura....Sabes que somos duas.
Mas esta é a carta dos ‘mas’ e dos ‘talvez’. E talvez seja melhor continuar neste caminho silencioso. Se não te apetece, se não queres.... Que posso eu fazer? Tavez possa abordar - te, questionar - te... E ainda me poderás dizer: “ Não é nada, querida. Está tudo bem. Não se passa nada!”. Talvez só percebessemos o silêncio se discutíssemos, embora de forma saudável. Mas nós não discutimos. E as relações precisam...
Enfim... Há dias assim... E esta viagem certamente me ajudará a encontrar mais essa resposta. E a certeza que tenho é que continuo a gostar de ti da mesma forma.
E isto acaba aqui antes que se torne demasiado lamechas... Esta ideia de escrever em viagem deve ser para compensar as faltas que o jornal ainda me trás... Chega de escrita, vou me dedicar às fotos.
Devo estar ausente no mínimo um mês, por isso não adianta responderes, porque vou sem destino certo, isto é, se quiseres responder. Mas quando chegar a Portugal....
Um Beijo,
Maria
Uma certa leveza permitiu-lhe adormecer por breves momentos... A carta iria pôr na primeira estação que encontrasse, não fosse ela perder a vontade ( o que acontecia muitas vezes nas várias cartas escritas que andavam espalhadas lá por casa que nunca foram enviadas).
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